Consórcio ou Financiamento: Qual a melhor escolha?
- corretorafglife
- 27 de jan.
- 3 min de leitura
Atualizado: 31 de jan.

Ao avaliar as duas opções, é essencial ponderar os prós e contras de cada uma, já que tanto o consórcio quanto o financiamento possuem características próprias.
Características do consórcio:
Sem descaptalização inicial
No consórcio, você não precisa desenbolsar uma valor de entrada, como no financiamento. A única despesa inicial é a taxa de adesão, que pode chegar a 2% do valor da carta de crédito.
Sem cobrança de Juros
Diferentemente do financiamento, no qual os juros são cumulativos ao longo do tempo e tende a tornar o valor final significativamente maior, não há incidência de juros sobre contratos de consórcio. E sim, de uma taxa de administração, além de correção monetária (normalmente atrelada ao INCC) - o que tende a tornar o valor total pago consideravelmente menor.
Rapidez na liberação do crédito
Se você for contemplado rapidamente, pode ter acesso à carta de crédito de forma mais ágil do que a liberação de um financiamento, que normalmente envolve um tempo maior de análise, além de inúmeros passos burocráticos (como envio de documentos e registros em cartório).
Parcelas tendem a ser menores
Assim, como no financiamento, o consórcio também limita o valor possível de parcelas a serem contratadas a 30% da renda declarada do consorciado. Porém, por não haver a incidência de juros, as parcelas tendem a ser menores (quando comparadas ao financiamento tradicional), o que permite a aquisição de bens de maior valor. Uma carta de crédito de R$ 1 milhão, por exemplo, corresponderia a parcelas de aproximadamente R$6 mil - o que exigiria uma renda mensal de, aproximadamente, R$18 mil. Esse número se compara a parcelas ao redor de R$10 mil e renda declarada de R$ 30 mil em um financiamento tradicional.
Oportunidade de alavancagem:
Se você for contemplado logo no início do consórcio, é possível adquirir o bem (em alguns casos) desembolsando menos do que o valor de entrada de um financiamento. Essa dinâmica libera a reserva de capital originalmente pensada para as parcelas do consórcio para outros tipos de investimento.
No entando, é preciso lembrar, também, de alguns pontos de atenção!
Custo de oportunidade
O tempo de espera pode ser um desvantagem. Enquanto você não é contemplado, o imóvel não estará disponível, o que pode significar continuar pagando aluguel durante esse período (além das parcelas do consórcio).
Sem renda imediata
Para quem está comprando um imóvel como forma de investimento, a demora na contemplação pode atrasar o início da geração de renda, como aluguel.
Correção das parcelas pelo INCC
Como falamos, os contratos de consórcio são, em sua maioria, corrigidos pelo indicador de inflação INCC. Embora esse indicador possa apresentar menor volatilidade do que outros índices (como visto historicamente), um possível período de elevação de preços ainda pode aumentar as parcelas de forma inesperada - impactando o planejamento financeiro do consorciado.
Valorização do imóvel além da carta de crédito
O valor do imóvel desejado tende a aumentar ao longo do tempo, como é de se esperar. Porém, é possível que a carta de crédito - mesmo que também corrigida pelo INCC - não seja corrigida em magnitude suficiente para cobrir o aumento do preço do imóvel, garantindo a compra do bem desejado.
Lances elevados
Dependendo do grupo, o lance necessário para contemplação pode ser muito alto, chegando a mais de 50% do valor da carta de crédito - tornando a sorte um elemento importante para os prós e contras dessa escolha.
Em resumo: consórcio oferece uma alternativa poderosa tanto para a aquisição de bens quanto para a alvancagem financeira. No entanto, ele exige paciência e planejamento. Ao entender bem seus objetivos financeiros, você poderá escolhar a melhor estratégia para alcançar seus sonhos sem comprometer sua saúde financeira.



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